O Sindicato Nacional dos Farmacêuticos foi instituído por alvará de 27 de março de 1935. Nele se integraram, por imposição do Estado Novo, todas as associações de farmacêuticos inclusivé a Sociedade Farmacêutica Lusitana apesar de todos os protestos, ficando o seu nome como subtítulo do Sindicato e este seu legítimo sucessor. Com esta integração, todos os bens destas associações foram transferidos para o Sindicato. O seu primeiro presidente foi Emílio Fragoso.

 

Das atividades do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos destacam-se:

 

  • Importante papel na publicação das leis fundamentais relativas à Propriedade da Farmácia (Lei N.º 2125 de 20 de março de 1965) e a lei exercício farmacêutico  (Decreto-Lei N.º 48 547 de 27 de agosto de 1968) contendo esta lei um capítulo que já é um verdadeiro código deontológico.

 

  • A influência na publicação do Decreto-Lei N.º 46997 de 7 de maio de 1966 respeitante à obrigatoriedade de inscrição para o exercício da profissão farmacêutica,  à emissão de carteira profissional e criação de títulos de especialista: os Colégios de Análises Clínicas e de Indústria Farmacêutica.

 

  • A realização do I Congresso Luso-Espanhol de Farmácia em 1950, assim como  as Jornadas Científicas Anuais realizadas alternadamente em Lisboa, Porto e Coimbra.



A massa associativa do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos foi aumentando progressivamente refletindo a criação da carteira profissional em 1939. Até 15 de junho de 1935 o total de sócios inscritos era de 375, incluindo os sócios fundadores. Em novembro de 1939 estavam inscritos 871 sócios; em 1947 já eram 2 228 sócios e em 1956 eram 3 088 sócios.

Sindicato Nacional dos Farmacêuticos